O número que moveu o mercado não é o total de instalações: 2,8 milhões é pouco perto dos três bilhões de pessoas que usam os aplicativos da Meta. É a velocidade. O Muse superou o ChatGPT no mesmo intervalo após o lançamento porque quase todos os que o instalaram já estavam dentro de casa: mais de 95% usam o Facebook e 63% usam o Instagram. Em duas semanas, a Meta transformou em produto novo uma base de clientes construída ao longo de mais de vinte anos.
No mesmo mês, OpenAI e Google seguiram a disputa pelo modelo mais capaz, com o GPT-6 Astra e a nova família Gemini 3.8. O mercado precificou as estratégias de forma diferente: foi a Meta, e não quem lançou o modelo mais avançado, que ganhou a semana na bolsa.
O bloqueio da Amazon mostra o limite dessa vantagem. Um assistente que compra em nome do usuário passa a decidir qual loja recebe o pedido, e quem vende tem todo o incentivo para não deixar esse intermediário se colocar entre a loja e o cliente. A própria Amazon já havia processado a Perplexity e barrado agentes da OpenAI e do Google pelo mesmo motivo.